Porque escrever é uma terapia e partilhá-lo também.



sábado, 12 de março de 2011

@TITUDE

Num dia de reflexão sobre as grandes colheitas da minha vida tenho a perfeita noção que a semente, mesmo quando latente, está viva, que a cultura mesmo quando fisicamente dela nada se extrai, nos trouxe mais uma razão para aproveitar o restolho para nele cimentar novas culturas...
Estou cansada de muita coisa, nem adianta referi-las, mas cansaço não significa baixar os braços; às vezes pode e deve significar cruzá-los, esperar que cresçam plantas espontâneas e usarmos apenas o que a natureza nos dá, sem termos que forçar culturas, sem termos que dedicar tanto esforço a algo que ou acontece naturalmente ou pode nunca surgir... Mesmo as ervas daninhas têm a sua funçao no ciclo e até com elas o solo fica mais fértil...
Porque a vida às vezes é só mesmo aceitar que as ervas daninhas fortalecem e tornam a próxima colheita mais rica... Mas hoje, sinceramente, é com dificuldade que olho para o meu campo e vejo que tão poucas vezes semeei em mim, porque até hoje as primeiras sementes eram sempre para atirar aos outros campos... E o que colhi??? Uma mão cheia de nada e outra de coisa alguma... Não tenho colheitas físicas mas tenho, sem dúvida, um coração cheio de aprendizagens, vivências e muito restolho para adubar tudo o que vier... Porque venha o que vier, nada será maior do que a minha alma....porque o tempo passa mas as @itudes ficam....

Até já

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