Porque escrever é uma terapia e partilhá-lo também.



segunda-feira, 30 de abril de 2012

Check-in

Férias??!! Nam...um Fds :) E dos bons :) Daqueles que enchem o coração, a alma. Daqueles que renovam energias. Merecidas energias.

E como o caminho é o que mais importa...A viagem fez-se de forma calorosa, à chegada o número 320 esperava-nos :) Um desmaiar saudades bem interessante, relaxar na piscina, jacuzzi..assim à lordes ainda uma sauna e um banho turco. Ai ca bommm :)

Na mãe d'água se jantou e em mto boa companhia :) Prometo-te que a lasanha se fará, não prometo que fique igual, mas idêntica. Um toupeirinho para rolhar a noite e uma massagem relaxante.

A mudança de estratégia de manhã foi mais que boa. A repetir :)

O tão esperado pequeno-almoço soube maravilhosamente bem! Check-out

A viagem continua...subir rocha, descer, escorregar até :) Águas, salpicos..e chuva, mas nem ela nos demoveu :)

Um café delicioso. Retorno com sol de chapa, uma música alta e de sorriso na cara. No final um complemento uma mensagem "é tão bom ver-te assim bem:)" a concluir que o caminho é mesmo o mais importante e este tem sido com paisagens bonitas, as curvas fazem parte, mas os condutores sabem corrigir os desvios :)

Obrigada a ti e que muitos mais virão :)


Até já :)




sexta-feira, 27 de abril de 2012

Maratonas da Leitura

Hoje foi dia de se ler na rua para todos escutarem. Olhares incrédulos viram, mãos trémulas receberam o que as crianças lhes deram. Eu também recebi e partilho aqui :)



A Flor


Pede-se a uma criança: Desenhe uma flor! Dá-se-lhe papel e lápis. A criança vai sentar-se no outro canto da sala onde há mais ninguém.
Passado algum tempo o papel está cheio de linhas. Umas numa direção, outras noutras; umas mais carregadas, outras mais leves; umas mais fáceis, outras mais custosas. A criança quis tanta força em certas linhas que o papel quase não resistiu.
Outras eram tão delicadas que apenas o peso do lápis já era de mais.
Depois a criança vem mostrar essas linhas às pessoas: uma flor!
As pessoas não acham parecidas estas linhas com uma flor!
Contudo, a palavra flor andou por dentro da criança, da cabeça para o coração e do coração para a cabeça, à procura das linhas com que se faz uma flor, e a criança pôs no papel algumas dessas linhas, ou todas. Talvez as tivesse posto fora dos seus lugares, mas são aquelas as linhas com que Deus faz uma flor!



Almada Negreiros



Obrigada criançada :)

Companheirismo

Com o passar do tempo ficamos mais maduros sim. Conseguimos olhar para trás e ver o que podiamos ter feito diferente. Chamem-lhe arrependimento se quiserem. Eu chamo aprendizagem. No momento era o que fazia sentido. Hoje vejo tudo de forma diferente. Podia ter lutado mais. Podia ter tido mais calma. Podia ter olhado para os pequenos pormenores do dia a dia. Porque...porque hoje são esses pequenos pormenores que mais aprecio. Porque hoje sei que não os há por aí em abundância.

Provavelmente teria de ter passado por isto para não cometer este erro novamente. Agora sei o que me faz feliz, o que devemos dar mais valor..companheirismo.

Sim!! Perguntam-me então e a paixão e o amor? Exato!! No companheirismo está isso e muito mais...amizade, respeito, cumplicidade e intimidade. Isto nunca poderá faltar. E as coisas menos boas têm de ser mandadas para trás das costas e pensar apenas em dedicar tempo ao outro, ser amigo, ser intimo. Com o tempo as coisas atenuam, mas isto que aqui falo, aumenta. Traduzindo, é isto.."Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximo e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!" 


Sejam amigos, amantes e companheiros :)

terça-feira, 17 de abril de 2012

Sorte Grande

Quando nos Apaixonamos


Quando nos apaixonamos, ou estamos prestes a apaixonar-nos, qualquer coisinha que essa pessoa faz – se nos toca na mão ou diz que foi bom ver-nos, sem nós sabermos sequer se é verdade ou se quer dizer alguma coisa — ela levanta-nos pela alma e põe-nos a cabeça a voar, tonta de tão feliz e feliz de tão tonta. E, logo no momento seguinte, larga-nos a mão, vira a cara e espezinha-nos o coração, matando a vida e o mundo e o mundo e a vida que tínhamos imaginado para os dois. Lembro-me, quando comecei a apaixonar-me pela Maria João, da exaltação e do desespero que traziam essas importantíssimas banalidades. Lembro-me porque ainda agora as senti. Não faz sentido dizer que estou apaixonado por ela há quinze anos. Ou ontem. Ainda estou a apaixonar-me.

Gosto mais de estar com ela a fazer as coisas mais chatas do mundo do que estar sozinho ou com qualquer outra pessoa a fazer as coisas mais divertidas. As coisas continuam a ser chatas mas é estar com ela que é divertido. Não importa onde se está ou o que se está a fazer. O que importa é estar com ela. O amor nunca fica resolvido nem se alcança. Cada pormenor é dramático. De cada um tudo depende. Não é qualquer gesto que pode ser romântico ou trágico. Todos os gestos são. Sempre. É esse o medo. É essa a novidade. É assim o amor. Nunca podemos contar com ele. É por isso que nos apaixonamos por quem nos apaixonamos. Porque é uma grande, bendita distracção vivermos assim. Com tanta sorte.


Miguel Esteves Cardoso, in 'Jornal Público (14 Fev 2012)'

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Bomba

Existem factos que mais vale não sabermos.

É como andar na escuridão, mas conseguir caminhar na mesma. Quando, por vezes, acendem a luz, ficamos encadeados. Paramos nesse momento.

Quem me dera nunca ter sabido!! Só espero saber lidar com isto da melhor forma possível.

Porque quando tudo está bem existe um mas...no entanto este mas é muito mais forte do que aquilo que qualquer pessoa pode sequer imaginar.

É como se tivesse adquirido uma bomba nas minhas mãos e que a qualquer momento pode rebentar. Não sei o que hei-de fazer com a bomba, explodi-la ou guardá-la?

Talvez um dia consiga dar essa resposta a mim mesma. Por agora, vou tentar esquece-la, viver com ela e tentar ser feliz.

Até já