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terça-feira, 12 de abril de 2011

Retomar o caminho

Perdi-me. Ia a caminho, não sabia o destino, é certo, mas ia apanhando as pedras do caminho. As caixinhas estavam a ser arrumadas. Agora misturou-se tudo novamente. Estava feliz, sorria ao mundo sem ter razão aparente. Não precisava de razão para sorrir e ser feliz, apenas era.

Aprendi a depender de mim para isso. Agora tudo se misturou novamente e não quero depender de alguém para o ser. Um dia perguntei-me se seria egoismo. Hoje a interrogação mantem-se: egoismo?

Querer ser feliz, sem ansiedades, apenas serena e tranquila como sempre fui. Fazer o que me apetece agora sem ter de dar justificações.
Sinto-me com falta de ar!

Quero respirar novamente, acordar e sorrir sem mais nada...
Não sei se são as coisas que não estão no devido lugar ou sou eu que não estou no lugar das coisas.

Queria como antes poder deitar-me sem preocupações fervilhando no meu interior.
Queria naquele instante, queria ontem não poder chegar aqui sem tudo o que desejei.
Queria desejar de novo.

Queria saber dizer tudo o que eu sinto sem ter que pra isso chorar nas entrelinhas.
Eu estou frustrada por estar tão longe da pessoa que eu quero mesmo ser, ou, estou longe de querer ser alguém de facto. Não sei!

Estou a seguir as pegadas, deixando a brisa gelar a ponta dos dedos para decidir qual lado tomar por rumo...Estou no escuro com as luzes acesas.
Uma cegueira provocada. Uma mudez controlada.
Quero mais e preciso de mais.

Volta, está de volta o pensar mais em MIM. Deixei uns dias de lado e não me fez bem, não.
Bora lá...sorrir sem ter motivo. Ser feliz porque sim.
O trabalho motiva e é a isso que me vou agarrar.

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